sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


Muitos de vocês já devem conhecer o Trampolim, um excelente site totalmente voltado para a publicidade. Lá, profissionais da área e estudantes falam sobre suas experiências, contam o dia-a-dia de uma agência e dão dicas preciosas para quem está começando.
Os textos que mais gosto são do redator Davi Amarante, que falam sobre cada área dentro de uma agência, digamos, de uma forma bem radical. Lendo sua visão sobre criação e atendimento, quase morri de rir. É tragicômico, mas o pior, é a realidade. E pior ainda, a gente adora essa vida.
Seguem alguns trechos do que o Amarante fala sobre a criação:
O que é?
“A Criação, onde trabalham os criativos (um lindo nome pra dizer às pessoas normais quando lhe perguntam: “o que é que você faz” ¿ “sou criativo”. Com certeza elas têm vontade de dizer: “e eu sou engraçado, bonito, inteligente. E ainda tenho uma profissão”) é um ambiente magnífico. Que geralmente até às 10h30 da manhã está deserto. É nessa hora que começam a chegar os primeiros habitantes (em geral, estagiários). Até às 6 da tarde os cérebros ainda estão a aquecer e só pelas 8 da noite começam a trabalhar. Ficam nessa atividade incessante até 2 da manhã e, por isso, não podem chegar antes das 10 ou 11 no dia seguinte. Faz sentido. Há dois tipos básicos de Criação: a “Túmulo” (onde ninguém abre a boca e cada riso um pouquinho mais alto pode atrapalhar a concentração de quem está no ICQ ou vendo um site de sacanagem, ou lendo uma revista) e a “Casa da Mãe Joana” (onde todo mundo ri alto, faz bagunça, conta piadas sujas, tira sarro dos atendimentos e vê e-mails com mulheres de pernas arreganhadas na frente da Sra. do café).”
Estagiário
“Não espere ser efectivado. Pense bem. Por que é que alguém efectivaria um estagiário que não ganha nada (ou quase) e trabalha feito um camelo? Pra pagar mais? Não faz sentido. Claro, você pode pensar que alguém talvez quisesse tê-lo por lá pelo seu magnífico talento e pela fantástica contribuição que você poderia dar se, em vez de ir embora, permanecesse na equipe. Desista. A única maneira disso acontecer é se você for uma gostosa. Daí a equipe, ou até o próprio Diretor de Criação, podem pensar duas vezes antes de deixá-la ir embora.”
Tablóide de Supermercado
“Pra ser criativo, você também não pode ser pobre. Tem que ter um carrão importado ou uma Harley, pra poder entrar no círculo dos Deuses. Tem que vir de uma família rica, abastada, que tenha lhe proporcionado viagens pelo mundo, livros, visitas a museus, uma bagagem cultural imensa, tudo muito necessário na hora de fazer um tablóide de supermercado. Escrever “Aproveite: Feijão fradinho só R$ 0,89/kg” requer muito background. E um pobre nunca saberia qual a maneira mais estética de colocar a foto do saco de feijão entre o coxão mole e o detergente líquido.”
Agora sobre a vida de um atendimento:
Atendimento
“Tem gente que curte levar chicotadas na bunda, vela derretida nas costas, apanhar com taco de beisebol, torcer pro Corinthians, votar no Maluf e se considera masoquista. Pobrezinhos…mal sabem eles que o nirvana da dor, do sofrimento, da humilhação, da ausência de auto-estima tem um nome: Atendimento.”
Sabão em Pó
“Na primeira etapa da sua infeliz vida como atendimento, a busca pelo emprego, vá primeiro às agências de atendimento, geralmente as grandes multinacionais. Nessas agências a criação é praticamente nula, inexistente e isso pode tornar a sua vida mais fácil. Vá primeiro à McCann (acho que não existe criação lá já faz uns 60 anos), depois Ogilvy, J. W. Thompson, Publicis Salles e outros elefantes. Em uma delas, com um pouco de sorte, você fará parte de um grupo de atendimento com mais de 30 pessoas que se dedicam exclusivamente a lidar da burocracia que envolve a adaptação de um comercial de sabão em pó. Raramente verá a criação, não saberá de nada que acontece nos bastidores dessa excitante lida, mas vai conseguir saber como ninguém como a consumidora considera o sabão em pó o seu cúmplice e companheiro. E com ainda mais um pouco de sorte, pode chegar a diretor dessa conta, participando de encontros latino americanos e quiçá, mundiais, sobre esse maravilhoso sabão. Isso que é vida.”
O Inferno de Dante
“Você rodou, rodou, foi em todas as multinacionais, nas ¿J. Coccos¿ e ¿Eugênios¿ da vida e não conseguiu nada. Eu se fosse você parava de ler agora e, como diria eu mesmo, desistia. Mas, cada um com seus problemas, tem muito masoquista no mundo. Vamos então às agências ¿de criação¿. Nem Dante conseguiria imaginar um destino tão negro, em nenhum dos infernos descritos por ele. Em um dos piores cenários descritos pelo italiano, as pessoas ficavam submergidas até as orelhas em fezes. Pois no seu caso, pode ser que o nível suba muito mais do que isso. Ser atendimento nessas agências é, como eu dizia, ser a privada da agência. Você será obrigado a receber todas as merdas (já pode escrever isso, né, até na novela já falam) da agência e do cliente na sua cabeça. Será obrigado a defender todo mundo, menos você. Se você não defender o cliente, ele pede a sua cabeça. Se não defender a criação, ela pede a sua cabeça. Talvez pra fazer um balde de gelo, já que ela deve ser oca. Ninguém merece uma vida assim. Ser xingado, humilhado, rebaixado, defenestrado por todo mundo o tempo todo, nem masoquista é tão louco assim. Claro, se você for diretor, poderá descontar fazendo o mesmo com seus gerentes, se for gerente, detonando os assistentes e se for assistente, destruindo os pobres dos estagiários. Opa, esse é você. Tá mesmo afim?”
Office-boy
“Mas eu me perdi falando de como é feliz a vida de um atendimento e me esqueci completamente de comentar a respeito do trabalho, do ofício. Bom…basicamente, um office-boy daria conta do recado. Sabe, levar coisas pra lá e pra cá, fazer corpo mole na hora do almoço, ficar com dinheiro da agência se sobrar troco ou conseguir nota fiscal pra reembolso, conversar no telefone fazendo interurbano pra família e dizer que esta falando com o cliente, enfim. Só que do office-boy ninguém enche o saco. E de vagas para office-boy, os classificados estão cheios. Assim como uma agência está cheia de boas intenções.”
Muito bom não é mesmo? Agora confira os textos do Amarante na íntegra lá no Trampolim. 

sábado, 17 de setembro de 2011

Reinventar a garrafa de Coca-Cola - Andrew Kim

‘Eco Coke’ é o simples e elegante conceito de Andrew Kim para a substituição da garrafa de Coca-Cola, e não só. Substituindo o plástico por matérias-primas verdes e tornando a garrafa retangular, esta é uma proposta que foca a ecologia e a eficácia pelo aproveitamento do espaço, num incentivo à reciclagem.



A cada cinco minutos são utilizados dois milhões de garrafas de plástico apenas nos Estados Unidos. Não será difícil ou errado deduzir que uma grande parte dessas garrafas pertencem à Coca-Cola, e não estariam apenas cheias da bebida homónima, já que a famosa e poderosa marca comercializa outras, como é o caso da Sprite.
Tal quantidade de plástico acarreta emissões de carbono consideráveis e o prezado design das garrafas PET em pouco ou nada ajuda.
Pela observação, lógica e simplicidade, o jovem estudante universitário inglês, Andrew Kim, propôs-se reinventar a garrafa de Coca-Cola, com bastante sucesso, deve dizer-se.
As garrafas de plástico ocupam demasiado espaço, não o aproveitando convenientemente, cheias ou vazias, e apesar de 100% recicláveis, apenas 50% das garrafas distribuídas chega a ser reciclada. Se pensarmos no transporte: camiões, contentores de navio, entre outros, são rectangulares… Porque não dar essa mesma forma às garrafas?
É essa a solução genial de Andrew com o conceito ‘Eco Coke’, criado curiosamente como projecto no seu segundo semestre do ano de caloiro. Com um design minimalista, atraente, polido e com algo de futurista, esta embalagem ocupa menos espaço no transporte e armazenamento. Quando cheia ocupa menos espaço que as garrafas actualmente no mercado e pode ser empilhada, já que topo e fundo encaixam na perfeição. Quando vazia, o seu volume reduz-se facilmente em 66%.
Ao factor espaço, e consequente incentivo à reciclagem, une-se outro factor verde: a nova garrafa é feita inteiramente de subprodutos da cana-de-açúcar, matéria-prima renovável, barata e com baixas emissões de dióxido de carbono e outros poluentes.
Em termos estéticos, ainda que com novo formato, e até nova abertura numa posição não central para uma posição mais confortável ao beber, a marca gráfica é bem preservada e facilmente identificável. O mesmo produto, o mesmo sabor, um design actual, funcional, económica e ecologicamente viável.
Apesar das evidentes potencialidades deste conceito, e ainda que haja rumores nesse sentido, é ainda incerto se a Coca-Cola estará disposta a abdicar da componente histórica da sua icónica garrafa. A ideia é genial, e tanto a marca como o ambiente teriam muito a ganhar com ela.














sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Conhecendo o "pessoal" - Parte 3

REINALDO - Nosso "Cinegrafista"...
Mais conhecido como "Rey", tem a missão de transformar os desejos do cliente em imagens. E que imagens! Com mais de 30 anos de profissão, Rey acumula em seu currículum diversos prêmios e hoje é considerado um dos melhores cinegrafistas da região. Trabalhou em diversos veículos de comunicação e hoje trabalha como free-lancer para diversas produtoras. É nosso parceiro e nosso cinegrafista titular. Por suas mãos já passaram diversas produções com artistas renomados no cenário nacional como: Sérgio Reis, Sandy & Júnior, Richard Rasmussen, Fafá de Belém, Paulo Betti e outros muitos!
É importante salientar as diferenças entre operador de câmera e cinegrafista. O operador de câmera é o profissional responsável em captar imagens em estúdios fechados sempre sob a orientação e supervisão de um diretor de imagem. Cabe ao operador de câmera buscar o enquadramento pedido, mantendo a imagem em foco e bem enquadrada. Todos os demais ajustes do equipamento são feitos por profissionais especializados. Já o termo cinegrafista está relacionado ao cinema. No entanto, sua utilização na área de vídeo remonta á época em que as imagens externas para a televisão ainda eram feitas em película cinematográfica. Posteriormente com o advento das tecnologias portáteis para a gravação de vídeo, tais imagens passaram a ser captadas com câmeras eletrônicas, porém o termo cinegrafista permaneceu em uso nos dias atuais. Portanto, cinegrafista é o profissional responsável pela captação de imagens em ambiente externo, podendo ou não estar sob a supervisão de um diretor. Cabe ao cinegrafista buscar o melhor ângulo e enquadramento para a imagem, alterações nos parâmetros da imagem e do áudio, bem como, providenciar todos os ajustes necessários, montagem e desmontagem, além de catalogar e organizar todo o material captado. Outros termos também são usados para designar o profissional responsável pela gravação de imagens em vídeo, tais como: cameraman, vídeo-reporter, repórter cinematográfico, nomeclatura comumente usadas no mercado com ligeiras diferenças de atribuição.
O homem com a câmera A profissão de cinegrafista ou operador de câmera vai muito além de simplesmente “apertar botões”. Para que o profissional tenha reconhecimento no mercado é necessário que seus conhecimentos se estendam além dos quesitos operacionais. Idiomas, informática, iluminação, fotografia, domínio de tecnologias e conhecimentos de edição, são essenciais ao currículo de um bom profissional. O operador de câmera e o cinegrafista têm obrigação saber quais as dificuldades encontradas pelos demais profissionais envolvidos na produção de um audiovisual (produtor, editor, iluminador, diretor, técnico de áudio, repórter, etc.) Somente tendo acesso a este tipo de informação é que poderá prever eventuais problemas e tomar as devidas precauções para que, tanto o seu trabalho, quando o do restante da equipe, seja desempenhado de forma mais harmoniosa possível.

Conhecendo o "pessoal" - Parte 2

CAMPANINI - É o nosso "Diretor de Criação". Nosso "criativo" está sempre antenado nas mais novas tendências em design para desenvolver os mais eficientes anúncios. É quem coordena a dupla de criação - parceria entre direção de arte e redação. Aprova ou não a idéia em qualquer nível. Ele é quem coordena o processo de criação.
Nenhuma marca será percebida como líder se ela imitar as ações e as abordagens das suas concorrentes. Também não será líder se não fizer uma conexão com os consumidores. Por isso, existe tanta valorização da criatividade com objetivo: ter resultados. Existe uma lenda de que os “criativos” estão apenas em um departamento de uma agência, na criação, mas processo criativo começa na forma de atendimento, passando pelo planejamento, cria-se e, ainda, compra-se mídia. Deve haver criatividade também no relacionamento com os clientes e até no acompanhamento dos resultados de uma campanha. O trabalho criativo deve fazer alguma coisa acontecer. Não é suficiente ter uma idéia criativa e rezar para que tudo dê certo. Alguém deve se sentir melhor sobre a marca. Ou dar a ela uma segunda chance. Ou ao menos experimentá-la. Visualmente o profissional de Criação tem um estilo próprio, que varia entre mauricinho e skatistas-clubbers. (O nosso é gaúcho. Mesmo sendo natural de Sorocaba, mantém viva as tradições do sul do País e é movido a muita erva...mate. O chimarrão é indispensável no processo criativo).
É imprescindível cultivar a cultura por meio de leitura de jornais e revistas de informações gerais. Profissionalmente este profissional precisa dominar a informática, como usuário, nos softwares ligados à sua área, seja ela imagens, editoração, arte-finalização, animação ou produção para qualquer tipo de mídia.

Conhecendo o "pessoal" Parte 1

JOKTAN - É o nosso "Diretor de Contas". Responsável pelo atendimento aos clientes, este bravo guerreiro está sempre pronto para chegar nos mais difíceis lugares para atender de maneira simples e rápida. Sem muita frescura.
Pode-se definir o profissional de Atendimento de uma Agência de Propaganda como aquele elemento capaz de agir como Agência e pensar como Cliente. Agir como Agência, tendo completo conhecimento das técnicas de comunicação, das múltiplas opções de utilização dessas técnicas e da melhor forma de administrar as ações definidas. Pensar como Cliente, tendo absoluto controle das informações da empresa e do mercado, agindo objetivamente na busca de resultados, maximizando a utilização das verbas e orientando as técnicas de mensuração de retorno para eventuais correções de rumo. Em resumo, o profissional de Atendimento é o responsável pela liderança no processo de comunicação, tanto dentro da Agência, quanto dentro do Cliente. Ele é o catalisador capaz de fazer o Cliente reagir perante o mercado e a Agência agir perante o desafio. Fazer o cliente reagir perante o mercado, analisando seu posicionamento perante a concorrência, definindo objetivos e aprovando as decisões estratégicas das ações a serem implementadas. Fazer a Agência agir perante o desafio, analisando os objetivos propostos, criando alternativas e opções de ação e implementando taticamente as decisões estratégicas sugeridas e aprovadas. O envolvimento, portanto, do homem de atendimento e de sua Agência nas decisões de Marketing do Cliente passa a ser cada vez mais solicitado, quase exigido. O Cliente espera de sua Agência uma participação efetiva na formulação de alternativas estratégicas, no acompanhamento de desenvolvimento dos produtos e na análise das oportunidades de mercado.
Assumir ou não os riscos de envolvimento no Marketing do Cliente tem sido uma das questões mais discutidas pela direção das Agências de Propaganda. Visto por alguns como a única maneira de desenvolver um trabalho sério e profissional em comunicação, tal fato é ainda encarado por outros como uma atitude preocupante, muito arriscada. Enquanto, pelo lado do Cliente, o Atendimento é forçado a corresponder às expectativas cada vez maiores de envolvimento profundo na vida do produto desde o seu nascimento, passando pelo desenvolvimento, até sua performance em campo, na Agência ele é cobrado exatamente no sentido inverso, na sua capacidade de rapidamente gerar campanhas , faturar e deixar o resto com o cliente. Hoje, uma Agência só poderá colaborar eficientemente para o sucesso de seu Cliente se junto com ele, quase como uma sociedade, pensar como Cliente e, por outro lado, o Cliente baseado na mesma comunhão, deixá-la agir como Agência. E essa é a tarefa fundamental do Atendimento.

Espaço de Fotografia, Photodesign e Produção

Temos uma excelente estrutura física para a realização de projetos de fotografia e vídeo. Este espaço oferece condições técnicas para a montagem de cenários convencionais ou projetos de montagens mais complexas. As produções de photodesign se tornam mais rápidas com o estúdio de fotografia no mesmo local. Encurta o tempo entre a captação de imagem e a finalização na montagem e tratamento. Venha para ASSESIM!

Que graça de propaganda...

Humor é um dos recursos mais eficientes para conquistar consumidores. Não é à toa que é usado em 99,9% das cantadas. Segundo Freud, em seu “A frase espirituosa e suas implicações no sub-consciente”, o humor baixa as defesas do consciente e permite que uma mensagem avance até o subconsciente. Viu? Não é gracinha, é técnica refinada de persuasão.